31
out
10

serra iludiu-se com a extrema-direita

Um partido claramente de extrema direita não teria sucesso no Brasil a ponto de chegar a governar, não pelo voto. O PSDB chegou ao segundo turno com uma posição de extrema direita. Como explicar?Desde 1930, com a revolução liderada por Getúlio Vargas, nunca a direita conseguiu eleger-se com posições extremadas, puras e duras. Elegeu Jânio Quadros, Collor, e FHC. Todos bem disfarçados. Jânio chegou a condecorar Che Guevara, Collor fazia a denúncia da Corrupção, dos altos salários e um apelo populista, como Jãnio também o fizera. FHC pegou carona no Plano Real e teve o apoio de Itamar, não havia se mostrado inteiramente como um neoliberal. Como poderia Serra se iludir com as bandeiras de extrema-direita?
A linha política da campanha de Serra oscilou do adesismo a Lula ao extremo denuncismo anti-lula. Serra tentou convencer ao eleitor de que seria melhor continuador de Lula do que a Dilma. Manteve essa posição até o final da campanha, atenuando-a de modo a dizer “o que for bom eu continuarei e aperfeiçoarei”. Serra não queria se chocar com a popularidade de Lula que mantinha-se em torno de 85%. Apesar disso, Serra procurava fazer denúncias, sempre por meios escusos, sobre a “gestão” de Dilma como chefe da Casa Civil. Seus argumentos não eram de que o Lula fizera errado, mas Dilma como ministra coordenadora do governo Lula. Serra, a partir de um determinado momento, passou a utilizar-se de argumentos extremos tais como o do aborto e da corrupção, jogando sobre Dilma pesadas acusações. Foi um deslocamento para a extrema direita. Começou a perder votos e a tirar votos de Dilma. Marina cresceu.
Veio o segundo turno. Sem Marina, boa parte dos votos dados a ela seguiram o caminho de Serra. Chegou a ameaçar uma virada. A reação da sociedade, com engajamentos de artistas, intelectuais, religiosos, estudantes, sindicalistas e movimentos vários na campanha da Dilma estancou o crescimento de Serra, promoveu o crescimento e consolidação de Dilma. Serra, ao optar pela extrema direita, condenou o PSDB a definhar até a tornar-se um partidinho. Aécio, diz-se, sairá para fundar um outro partido, parecido com as posições de Tancredo Neves: moderado. (Cláudio Fajardo)

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27
out
10

POR LA MUERTE DE KIRCHNER

POR LA MUERTE DE KIRCHNER

Lula decretó tres días de duelo
El presidente de Brasil dispuso un luto oficial de tres días por la muerte del ex mandatario argentino Néstor Kirchner, a quien definió como un “gran aliado y fraternal amigo”. En Venezuela, Hugo Chávez también decretó duelo por tres días.

27
out
10

Depois de novembro e antes de janeiro

Com todo respeito, não foi o Brasil que perdeu a oportunidade. Dito assim parece que a candidata Dilma não tenha colaborado com suas propostas para o debate nacional. Ela o fez. Procurou, acima de tudo, de toda injúria, insultos e calúnias que recebeu, defender para o povo brasileiro a Petrobras e o Pré-sal. Neste momento, essa era a cobiça maior. Mas, o artigo de Santayana é belo.(CF)

Depois de novembro e antes de janeiro
27/10/2010 – 07:38 | Enviado por: Mauro Santayana

Perdeu-se, nesta campanha, repita-se, a oportunidade de que fossem discutidas relevantes questões de Estado. Há a constrangedora suspeita de que os contendores não quiseram ir além das providências administrativas, por temerem alçar-se à análise da anatomia do Estado. Esquivaram-se de apresentar abrangentes programas de governo, como, por exemplo, fez Juscelino, com seu Plano de Metas. O presidente, para os que não viveram aquele tempo, apresentou um elenco de trinta metas, que a nação poderia atingir (a 31ª foi a da construção de Brasília), e as associou à projeção da nacionalidade no mundo. A um amigo pessimista, que considerava delírio a sua promessa de fazer o país avançar 50 anos em 5, ele respondeu com a frase curta e poderosa: “É que você não conhece este povo”. As metas de Juscelino foram o instrumento político para mobilizar o país, e meio adequado para assegurar-lhe a autoestima, sem a qual não se erguem as grandes nações. Juscelino nunca viu no desenvolvimento apenas seu aspecto econômico, mas, tal como Vargas o fizera antes, como fermento para a afirmação e consolidação da soberania nacional. A soberania se faz com vontade e razão, mas necessita de economia forte, a fim de assegurar os ferros, ou seja, as armas que asseguram a independência dos povos.

O mundo que nos espera, nestes próximos e decisivos anos para a Humanidade, pede, além da exigida honradez dos governantes, a vigilância permanente sobre os movimentos universais na estrutura do poder. Na Antiguidade, um sistema imperial podia durar milênios ou várias centenas de anos. Hoje essa situação de predomínio tende a se abreviar, cada vez mais. Há noventa e nove anos, quando Sun Yatsen derrubou a dinastia manchu e proclamou a República, a China não passava de vasta colônia de miseráveis e drogados, pervertida pelo ópio que os ingleses haviam introduzido no país – e humilhada pelos europeus. Retornando a suas raízes milenares, e nelas enxertando, com as ideias do socialismo, as conquistas da tecnologia moderna, a China, nos últimos 50 anos, tornou-se a amedrontadora potência de hoje. Os Estados Unidos e a Inglaterra, além de sequazes menores, soçobram agora no charco moral de guerras inglórias e inúteis, como revelam os mais recentes documentos do Wikileaks. É uma triste ironia que, nas mesmas horas em que as atas da guerra do Iraque são expostas ao mundo, o governo títere do Iraque condene à morte Tariq Aziz, vice-primeiro-ministro de Saddam Hussein, cristão, que se revelou grande estadista, ao tentar salvar o seu povo do massacre ocidental, apelando em vão para a consciência do mundo, a começar pelo Vaticano, em busca da paz. Tariq acreditou no Ocidente; rendeu-se, confiado, aos Estados Unidos, e foi por eles entregue aos seus inimigos internos.

Quem pensar um pouco sobre a situação mundial entenderá que devemos continuar mobilizando nossos esforços, intelectuais e políticos, na permanente atualização do velho projeto nacional. Esse projeto avançou nos anos 50, a partir da Petrobras, criada e mantida sob o controle do Estado, graças aos dois grandes presidentes, o gaúcho e o mineiro, que sofreram, na carne e na alma, o acosso dos vendilhões da pátria. Não podemos dele recuar.

A Petrobras não é mencionada por acaso. Ela, sob o controle do Estado, é mais do que o símbolo do que é capaz de fazer este povo, para repetir Juscelino. É a pedra angular de um Brasil que não se intimida mais diante do mundo.
Esperamos que, depois de Finados, e antes de janeiro, possamos, todo o povo, discutir os grandes temas de Estado, esquecidos durante a campanha. Entre eles, o projeto do pré-sal, que se encontra no Senado para ser votado nas próximas semanas, e está ameaçado de desfiguração pelas emendas neoliberais.

20
out
10

paris volta a ser capital do mundo

foto l’Humanite

Paris volta a ser a capital do mundo

20/10/2010 – 07:53 | Enviado por: Mauro Santayana

Por Mauro Santayana

A campanha eleitoral entre nós, que se torna mais insensata nestes dias e horas, deixa em segundo plano o que está ocorrendo em Paris. Os protestos violentos, em que se destacam estudantes e trabalhadores, se dirigem contra o projeto de Sarkozy de prorrogar a idade mínima para a aposentadoria em dois anos, o que viola as conquistas sociais anteriores e abre caminho a novos retrocessos. Como em todos os movimentos dessa natureza, sobretudo os que ocorrem na emblemática cidade, vista como capital do mundo, o que está em causa é a civilização da aparência, da competição enlouquecida e de grande vazio na vida real.

A capital da França continua a ser forte referência da cultura política do Ocidente. Sendo assim, ela tem refletido, pelo menos ao longo dos três últimos séculos, a angústia de cada um, que se torna coletiva, logo política, em certos momentos críticos. Sem lembrar episódios mais antigos, temos a crônica de 1789-1799, com os dez anos da Revolução Francesa, as barricadas de 1848, a Comuna de Paris, de 1871, e, no século passado, a rebelião estudantil de maio de 1968.

Em 1789, a França – combalida pelos desastres econômicos, que se haviam iniciado durante o fim do reinado de Luís XV – estava asfixiada por uma nobreza irresponsável, que vivia no esplendor e no luxo, só comparável ao luxo e ao esplendor dos nouveaux-riches partejados pela globalização e pelo neoliberalismo de hoje. Os pobres continuavam na servidão da gleba, tratados como animais, os homens, e como objetos de ocasional luxúria dos barões, as mulheres. Entre os dois extremos, a burguesia nascente, com as primeiras e rudimentares indústrias e o desenvolvimento do comércio continental, reivindicava, com o apoio dos iluministas, a revolução social. E Paris foi Paris, com seus duzentos jornais, seus clubes, seus oradores de rua, seus estados-gerais, a assembleia nacional constituinte e o fim da nobreza, para se entregar depois a Napoleão.

O mesmo se repetiu em 1848, com as rebeliões que ganharam a Europa quase inteira. O capitalismo liberal, que crescia, exagerava na acumulação financeira, mediante exploração tão cruel dos trabalhadores que fazia benigno o tratamento feudal anterior. Em 1871, a Comuna de Paris foi, conforme Marx, assalto frustrado ao céu. Durante algumas semanas de março e de abril, seu povo, que havia sido humilhado pela vergonhosa rendição do rei aos alemães, tomou o poder e foi senhor do próprio destino, cometendo exageros, mas convivendo com a esperança nas ruas e em suas casas. O movimento foi derrotado com o sangue escorrendo pelas sarjetas da grande cidade, na repressão impiedosa de Thiers, em maio. Também em maio de 1968, a juventude de Paris buscou, de novo, escalar o céu, e foi vencida mais pelo cansaço do que pela ação policial de De Gaulle.

Novamente Paris se levanta. Os trabalhadores sabem que o capitalismo financeiro está exigindo do governo a redução de seus direitos sociais, e a extensão dos anos de trabalho é apenas o início da tão sonhada flexibilização dos novos neoliberais. A ação de Sarkozy e de outros governantes europeus provoca a reação popular contra o sistema de promiscuidade criminosa dos grandes banqueiros – que controlam os mercados mundiais – com os governos corrompidos, situação a cada dia mais insuportável aos seres humanos. O repetido suicídio de trabalhadores franceses, obrigados ao regime de semiescravidão na pátria de les droits de l’homme, é símbolo deste tempo intolerável.

Não devemos perder a esperança, embora seja ainda cedo para assaltar o céu.

20
out
10

DILMA EM CURITIBA

DIA 21, QUINTA FEIRA, NAS ESCADARIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL, PRAÇA SANTOS ANDRADE, ÀS DEZ HORAS.

20
out
10

Pesquisas funcionam como fator mobilizador para os petistas

Pesquisas funcionam como fator mobilizador para os petistas
DO PRIMEIRA EDIÇÃO
(20/10/2010 09:12)

Não vem ao caso se as pesquisas acertaram ou erraram nos diagnósticos do primeiro turno. O fato é que há uma obsessão por sondagens eleitorais na política brasileira. Nesse sentido, o Vox Populi (contratado do PT e da campanha de Dilma Rousseff) ajuda a turbinar a campanha da petista ao dizer nesta terça-feira (19.out.2010) que ela tem 57% dos votos válidos contra 43% de José Serra (PSDB).

Não custa lembrar que o Vox Populi foi dos principais institutos de pesquisa o que mais se distanciou da realidade nos dias que antecederam o primeiro turno presidencial de 3 de outubro. Agora, nada impede que esteja certo. Aqui, todas as pesquisas deste ano de 2010

Do ponto de vista da política eleitoral, da campanha, a pesquisa Vox Populi realizada nos dias 15 a 17 de outubro serve como alavanca para a militância petista.

20
out
10

a folha mente em letras garrafais

Para o leitor entender toda a trama reproduzo três textos a respeito do mesmo assunto. O primeiro texto refere-se ao título “a folha mente em letras garrafais”. É um texto curto de Paulo Henrique Amorim publicado hoje sobre a manchete da folha de hoje tentando incriminar o PT pela quebra do sigilo fiscal (de novo), quando na verdade a revelação do sigilo quebrado veio do livro de Amaury: OS PORÕES DA PRIVATARIA”. O texto dois traz comentário de Luis Nassif sobre a mesma matéria da Folha e faz referência ao mesmo livro. O texto três traz a introdução ao livro, introdução publicada no site de PHA. Continue lendo ‘a folha mente em letras garrafais’

19
out
10

assessor de serra preso com dinheiro na meia

Efeito bumerangue. Tudo o que Serra acusou falsamente Dilma acabou acontecendo contra ele.
1) Acusou Dilma de ter duas caras por causa do aborto. Quem acabou sendo pega na questão foi sua própria mulher.
2) Acusou Dilma e o governo Lula de serem privatistas. Dilma provou que quem privatizou, quem foi o chefe da privatização no governo FHC foi ele próprio, Serra.
3) Acusou Dilma de não saber escolher assessores, por causa da Erenice. E, eis que agora fica-se sabendo que o assessor dele, o Paulo Preto (não conheço, não se deixa um líder na estrada, conheço e não é nada disso que falam, é competente) foi preso com um bracelete de diamantes roubado e com pacote de dinheiro na meia. ETA MUNDO VEIO SEM PORTEIRA! Continue lendo ‘assessor de serra preso com dinheiro na meia’

19
out
10

discurso de leonardo boff e chico buarque

link:http://www.youtube.com/watch?v=reuczA7VMc0

19
out
10

Vox Populi aponta Dilma com 51%; Serra tem 39%

19/10/2010 – 10h09
Vox Populi aponta Dilma com 51%; Serra tem 39%
Eduardo Simões
Da Reuters
Em São Paulo A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto, contra 39% de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.

De acordo com o Vox Populi, 4% dos entrevistados se declararam indecisos e 6% disseram que votariam em branco ou nulo.

Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48%, contra 40% de Serra. Os indecisos somavam 6% e os votos brancos e nulos, 6%.

Se considerados somente os votos válidos –que excluem os brancos, nulos e indecisos– Dilma tem 57%, contra 43% de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54% dos válidos, ante 46% do tucano.

O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44% das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42% de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49%, ante 36% de Serra.

Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54% contra 37%) e não praticantes (55% contra 37%).

O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.

O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9% afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93%, enquanto entre os de Serra 89% estão decididos.

A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3.000 pessoas para o levantamento.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 36193/2010.

18
out
10

Cuidado com o profeta velho

(Depois de algum tempo você) descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Veronica A. Shoffstall (CF)

Cuidado com o profeta velho
A principal característica do profeta velho é o engano.
Continue lendo ‘Cuidado com o profeta velho’

18
out
10

adeus marina

As luzes lhe cobriram nestas ultimas semanas com mais intensidade. Mesmo assim, você não conseguiu brilhar. Não há nitidez em seus gestos. Passou, você passará.

NEUTRA, OMISSA, ESQUECIDA
Continue lendo ‘adeus marina’

18
out
10

QUEM DIRIA, ATÉ DELFIN NETO COM LULA!

É inacreditável. Jamais imaginei que Delfin Neto, um defensor do mercado, escreveria um dia defendendo o governo Lula. É bem verdade que ele, com sua ironia, já se declarara um socialista fabiano; seja lá o que quisera dizer com isso. Vale a pena ler o artigo do Delfin.
Continue lendo ‘QUEM DIRIA, ATÉ DELFIN NETO COM LULA!’

18
out
10

A TRAIÇÃO VERDE

A TRAIÇÃO VERDE

Juro que li assim: a minha traição me faria votar no PT ao invés de a minha tradição me faria votar no PT. O sentido de traição estava mais fixado em minha memória do que qualquer outro complemento de frase. E, eis que eu tinha razão. Marina agora, ao declarar-se independente, faz o jogo de apoiar a direita, e o fascismo, com o disfarce escalafobético da independência.

18
out
10

Ação entre amigos: Paulo Preto e José Serra

Ação entre amigos: Paulo Preto e José Serra.

18
out
10

abaixo a censura a esmael morais

Em solidariedade a Esmael Morais, que teve o seu blog censurado a pedido de Beto Richa, publicamos trechos de suas twitadas:

esmaelmorais
.No debate entre Dilma e Serra, na Rede TV!, venceu a jornalista @renataloprete. Ela foi ótima ao perguntar sobre Paulo Preto.
about 7 hours ago via Twitter for iPhone .Serra (sic) que os fascistas tucanos vão pedir a cabeça de @renataloprete pela pergunta sobre Paulo “Caixa 2″ Preto?
about 8 hours ago via Twitter for iPhone .Não foi Dilma, mas a jornalista Renata Lo Prete, da Folha, que levou Serra às cordas. Perguntou sobre Paulo Preto. Se enrolou todo.
about 8 hours ago via Twitter for iPhone .Tucano xinga padre durante missa em que José Aborto Serra participava. Ouça reportagem: http://migre.me/1BhEo
about 14 hours ago via web .”Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.” (Voltaire, iluminista francês).
about 15 hours ago via web .caoraivoso @esmaelmorais Gostei dessa Jose Aborto Serra. Te apoiamos, amigo, contra o obscurantismo que tomou conta do Parana.
about 16 hours ago via TweetDeck in reply to esmaelmorais

Retweeted by esmaelmorais and 2 others .wesleymenezes Aborto, terrorismo, lesbianismo, assassinato de criancinhas e agora essa da gráfica com panfletos caluniosos. Campanha nojenta do PSDB.
about 17 hours ago via web
Retweeted by esmaelmorais and 30 others .robsonrnc3000 A Igreja católica precisa primeiro cuidar dos padres que gostam de criancinhas.
about 17 hours ago via web

17
out
10

http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Fserra_101016&OAS_sitepage=cbn/editorias/politica

17
out
10

estourada gráfica do panfleto criminoso

Pessoa jurídica tem forma específica de contribuir com campanhas eleitorais. Não se pode exibir outdoor em empresas, por exemplo. Também não pode mandar fazer panfletos, ou o seu valor deve ser contabilizado como doação para a campanha. Uma Igreja não pode pagar por panfletos. Algo está errado nessa participação de algumas igrejas paulistas flagradas na blitz que ora mostramos. Assista no link:http://www.youtube.com/watch?v=THvAV30BQp8

16
out
10

"mulher-bomba" explode com serra

A notícia de que Mônica Serra declarou em sala de aula, otrora, que fizera um aborto detonou a campanha caluniosa do Serra. Leiam um comentário de um leitor de Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim, é simples e resume tudo:
“Ricardo Ruiz
disse:
16 de outubro de 2010 às 10:48Meus amigos de debate, estou com vergonha, incrédulo!
Eu achava que só o candidato Serra era sem escrúpulos… depois veio a filha dele, Verônica, com suas “ligações com Dantas e quebras de sigilo”; aí veio a esposa, Mônica, com o “Dilma mata criancinhas”, e agora cai a máscara dela (esposa). Por que esse candidato está fazendo de tudo, até jogar a família na lama, para ser presidente? Meu Deus, é muita podridão… Se ele ganhar, ganha a hipocrisia, a difamação; é fascismo puro!!!! O Ciro realmente tem razão: ele passa por cima de tudo e de todos com o trator da imoralidade!!!”

15
out
10

a ameaça serra

A filosofa Marilena Chaui, da USP, gravou quatro vídeos demonstrando com clareza as ameaças que Serra representa. Vale a pena ver e divulgar. (CF)

Vídeo 1: Serra é ameaça à democracia e aos direitos sociais.
link: http://www.youtube.com/watch?v=0j6jgDs7gMQ
Vídeo 2: Serra ameaça a liberdade de expressão e de imprensa.
link: http://www.youtube.com/watch?v=6wTIRvRLn84
Vídeo 3: Serra é ameaça para o meio ambiente link: http://www.youtube.com/watch?v=cpaxqe4GpyM

Vídeo 4: declaração de voto. link: http://www.youtube.com/watch?v=V7q1-MzwDmc

15
out
10

festa no barbaran


Hoje este agitador faz 59 anos. Festa no Barbaran. Al. Augusto Stellfeld, 795. 19:00h.

15
out
10



Sylvia Monica Serra foi professora de dança na Unicamp
O desempenho do presidenciável tucano, José Serra, no debate do último domingo pela TV Bandeirantes, foi a gota d’água para uma eleitora brasileira. O silêncio do candidato diante da reclamação formulada pela adversária, Dilma Rousseff (PT) – de que fora acusada pela mulher dele, a ex-bailarina e psicoterapeuta Sylvia Monica Allende Serra, de “matar criancinhas” –, causou indignação em Sheila Canevacci Ribeiro, a ponto de levá-la até sua página em uma rede social, onde escreveu um desabafo que tende a abalar o argumento do postulante ao Palácio do Planalto acerca do tema que divide o país, no segundo turno das eleições. A coreógrafa Sheila Ribeiro relata, em um depoimento emocionado, que a ex-professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Monica Serra relatou às alunas da turma de 1992, em sala de aula, que foi levada a fazer um aborto “no quarto mês de gravidez”. Continue lendo ”

15
out
10

pegaram o serra "2"

Paulo Preto (homem-bomba do PSDB) mora num apartamento que dizem ter comprado por 300 mil reais emprestados de Aluízio Nunes, ex-chefe da Casa Civil de Serra. Porém, há um problema nesse negócio: o apartamento vale dez milhões, sim dez milhões. O carro do Paulo Preto vale quatro anos de seu salário. Serra primeiro disse que não conhecia Paulo Preto. Paulo Preto disse que Serra o conhecia muito bem e ameaçou: “não deixem um líder sozinho na estrada. não cometam esse erro.” Depois dessa ameaça Serra disse que o conhecia e que ele era inocente (fora acusado de surrupiar 4 milhões de reais da campanha de Serra). Aí tem coisa . É só buscar. (Claudio Fajardo)

Veja post de Paulo Henrique Amorim: Continue lendo ‘pegaram o serra "2"’

14
out
10

posição da cnbb sobre as eleições

A TV N.S. Aparecida mostra entrevista onde se explica a posição da CNBB sobre as eleições. Além disso, o entrevistado comenta a posição da Regional Sul da CNBB que não agiu corretamente.
Todo católico que assistir a entrevista ficará consciente de sua liberdade para votar e escolher o candidato sem nenhum constrangimento exterior de pessoa ou autoridade.
link:http://www.youtube.com/watch?v=EmBEVi7Vkxo

14
out
10

É POSSÍVEL FRAUDAR AS ELEIÇÕES?

É POSSÍVEL FRAUDAR AS ELEIÇÕES?
Muita gente vem me perguntar se não achei estranho o resultado das eleições no Paraná. Achei. Me perguntam se é possível que alguém a tivesse fraudado. Sinceramente, não sei. Sei que ao não adotarem o comprovante físico do voto, deixaram margem a que se pense isso. Jobim é traíra, poderia fazer esse trabalho. Agora,  na denúncia que segue publicada no portal do Nassif, notem o aparecimento de um personagem que é falsificador e que já prestou concurso para analista de sistema no TRE do Paraná. O que será que isso quer dizer? (CF)
Continue lendo ‘É POSSÍVEL FRAUDAR AS ELEIÇÕES?’

13
out
10


DILMA em São Paulo – No final do primeiro bloco do debate na Rede Bandeirantes, Dilma Rousseff (PT), cobrou de José Serra (PSDB) esclarecimentos sobre Paulo Vieira de Souza, ex-membro do governo tucano em São Paulo que, segundo a petista, “fugiu com R$ 4 milhões de sua campanha”.No instante da acusação, Serra olhou para assessores, o marqueteiro Luiz Gonzalez e o estrategista Felipe Soutello. Tempo encerrado.

SERRA em Goiânia -“Não sei quem é Paulo Preto. Nunca ouvi falar.É um factóide.” (Serra, em Goiania; Terra; 11-10)

PAULO PRETO à Folha -“Ele (Serra) me conhece muito bem… Todas as minhas atitudes foram informadas a Serra….Não se larga um líder ferido na estrada.Não cometam esse erro…”
(Paulo Preto, em ameaça velada a Serra, na Folha; 12-10)

SERRA em Aparecida do Norte SP -“Ele não fez nada disso (NÃO SUMIU COM R$ 4 MILHÕES DO CAIXA 2 DA CAMPANHA)…Ele é totalmente inocente. Eu não pude responder no dia (do debate na Bandeirantes), porque ela (Dilma) aproveitou o final de uma fala e depois entrou outro assunto…”
(Serra, em Aparecida, onde comungou; Globo, 12-10)

12
out
10

aldir blanc explica seu voto em dilma

12
out
10

quem é o "homem-bomba" do psdb?

12
out
10

Terra: “Homem-bomba” do PSDB é nova arma de Dilma em campanha

Se a mídia não dá, tem importância: aqui está! Continue lendo ‘Terra: “Homem-bomba” do PSDB é nova arma de Dilma em campanha’

10
out
10

o quê fazer para ter dilma presidente?

Por Cláudio Fajardo
A guerra é grande demais para deixar somente na mão do PT. Sem ofensas ao PT, mas os petistas há muito despolitizam do debate e acreditam nas emoções produzidas pelos marqueteiros. Neste momento da guerra isso é insuficiente. E, para não chorarmos depois, vamos comprar o pau agora.
TODA A SOCIEDADE tem responsabilidade nessa disputa: sindicatos, partidos aliados, entidades estudantis, associações, igrejas não contaminadas pela corrupção do Serra, ligas, redes sociais e todos aqueles que se sentirem ofendidos pela baixaria do Serra e ameaçados pela volta do neoliberalismo. TODOS!
Para nossa orientação, reproduzo dois textos publicados no site Viomundo: um do próprio Luiz Carlos Azenha e outro do Rodrigo Viana. Tratam da campanha quer na internet quer da mobilização necessária.

Continue lendo ‘o quê fazer para ter dilma presidente?’

09
out
10

ato de estudantes pró dilma no largo são francisco

08
out
10

o submundo espírita da eleição presidencial

Por Cláudio Fajardo

Eu tenho um homônimo, o espírita Claudio Fajardo. Ele tem até um blog com o mesmo nome que eu, a única diferença é que o dele é blogspot e o meu é worpress. Há um ancestral, talvez meu e dele, Francisco Fajardo, conhecido como dr. Fajardo. Em função disso, muita gente me pergunta se sou espírita, outras tantas até me confundem com meu homônimo.
O que eu penso do espiritismo não vem ao caso agora. Somente gostaria que as pessoas soubessem como é esse mundo.
Selecionei três vídeos para serem vistos em sequência. Não comentarei. Deixarei para cada pessoa tirar suas próprias conclusôes. Seguem seus endereços:

vídeo um
http://opontodevistadeligialeal.blogspot.com/2010/09/o-medico-waldo-vieira-parceiro-de-chico.html

vídeo doishttp://www.youtube.com/watch?v=Kvp1JPZp0a0

vídeo três http://www.youtube.com/watch?v=Ocq76hcdC7k

08
out
10

serra foi o único que abortou

Serra abortou qualquer indício de ética que havia em seu peito. Serra foi o único que autorizou o aborto no SUS http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf. Serra, agora, utiliza uma mentira para atingir a Dilma. Imaginem um homem desses, capaz de qualquer coisa para ganhar votos, dirigindo o Brasil.
Não considero que o tema do aborto devia ser o principal na discussão para esta eleição. Serra, ao trazer este tema, pauta a discussão naquilo que lhe interessa, foge de temas centrais como o das privatizações e todos os outros do programa de governo que ele não tem. Mas, já que essa discussão entrou em pauta, é bom tratá-la do modo correto.
Abaixo reproduzimos um vídeo elaborado por Ivo PUngnaloni com a vereadora professora Josete do PT de Curitiba.
O vídeo foi publicado no Youtube e reproduzido no Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim.

07
out
10

Vargas Llosa vence Nobel de Literatura

Agora Cristóvão Tezza pode realizar sua aventura de ir ao Peru para visitar o novo Nobel. Reacionário como ele. (CF)
Vargas Llosa vence Nobel de Literatura
Enviado por luisnassif, qui, 07/10/2010 – 13:32
Por MiriamL

Do UOl

Peruano Mario Vargas Llosa é o vencedor do Nobel de Literatura

ESTOCOLMO, 7 Out 2010 (AFP) -O escritor peruano Mario Vargas Llosa foi anunciado nesta quinta-feira como o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2010.

A Academia Sueca justificou o prêmio a Vargas Llosa pala “cartografia das estruturas do poder e seu reflexo agudo da resistência do indivíduo, de sua revolta e de seu fracasso”.

Vargas Llosa nasceu no Peru em 28 de março de 1936 e obteve a nacionalidade espanhola em 1993, sem renunciar à nacionalidade peruana, três anos depois de ser derrotado nas eleições presidenciais do país.

07
out
10

neoliberalismo babaca

Corte nos salários (folha de pagamento não dá dez por cento de comissão). Empréstimos e privatizações. Esse é o conselho do nego pessoa (asssim, minúsculo).
Um modesto plano
pro Beto
Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010 – 15:21 hs

Do blog do Nêgo Pêssoa

NUNCA ESQUECER: MEIOS ESCASSOS, FINS ALTERNATIVOS! A PIOR POLÍTICA É QUERER FAZER TUDO AO MESMO TEMPO! OU UM POUQUINHO DE CADA COISA! GOVERNAR É OPTAR, ESCOLHER! AS PRIORIDADES SÃO POUQUÍSSIMAS! O MAIOR NÚMERO DE BENEFICIADOS É O NORTE INSUBORNÁVEL! ISTO DITO, AOS FINALMENTE:

Enxugar drasticamente o governo nas rubricas pessoal&custeio; com a folga se concentrar em segurança, saneamento(a melhor ação de saúde pública), educação de qlidade.

– Financiamento?
– Ou o gov tem cacife ou não tem; se não tiver, ou empresta ou se associa ou privatiza (a melhor opção).

PRA ENCERRAR: GOVERNO É MEIO, NÃO FIM! GOVERNO DEVE SERVIR, NÃO SE SERVIR! A PROVA DOS NOVE É O BEM ESTAR DA POPULAÇÃO, NÃO O PODER DO GOVERNO&DO FUNCIONALISMO! EXCELENTE INÍCIO SERIA LIQUIDAR O ICMS SOBRE A CESTA BÁSICA. PAZ&PROSPERIDADE.

07
out
10

O voto do pecado e o poder satânico

O voto do pecado e o poder satânico
Maria Inês Nassif | 07/10/2010Text Resize
A campanha religiosa contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estava em andamento e foi subestimada pelo comitê petista. O staff serrista prestou mais atenção nisso. No dia 14 de setembro, a mulher de José Serra, Mônica Serra, em campanha para o marido no município de Nova Iguaçu, no Rio, falou a um eleitor evangélico, para convencê-lo a não votar em Dilma: “Ela é a favor de matar criancinhas”, disse, segundo relato do jornal “O Estado de S. Paulo”. Mônica quis dizer, usando cores muito, muito fortes, que Dilma era a favor do aborto, e portanto não merecia o voto de um evangélico. Não deve ter sido da cabeça dela – falou porque as pesquisas qualitativas do PSDB já deviam mostrar que a onda “antiabortista” estava pegando, embalada por bispos e padres da Igreja Católica e pastores evangélicos.

06
out
10

ganhar ou perder faz parte da vida

Nos preparamos para ganhar, mas podemos perder. Pior do que perder é não ter dignidade na derrota. A luta pela transformação social exige trabalho contínuo e difícil. Há, é claro, muitos momentos felizes. Exatamente quando observamos que o fruto do nosso trabalho resultou em melhoria das condições de vida do povo. Porém, também é claro, as forças egoísticas e do atraso às vezes ganham uma ou outra batalha. Há momentos na história de grandes viradas. Hoje vivemos no mundo um memento de grande crise. Pode ser que a crise tenha como saída uma dessas grandes viradas. Ainda não é possível ver com clareza o que virá pelo mundo com a queda do império do norte. Sentimos que o império está doente. Sentimos que outras potências estão surgindo. Sentimos que o socialismo pode vir a se tornar de novo um sonho. Um sonho testado e corrigido.
PS.: quero deixar clara a minha solidariedade a todos os bom combatentes que não conseguiram se eleger ou reeleger. Quero cumprimentar aqueles combatentes nossos que se elegeram. Quero trazer o exemplo de um jovem de boa estirpe: Brizola Neto que não se reelegeu. Vejam o que é dignidade.
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06
out
10

Ciro entende de Serra e chama Veja de “escória”

Do Conversa Afiada

Extraído do blog Viomundo, de Luiz Carlos Azenha:

Ciro Gomes, ao Brasil Atual: Veja a serviço “da escória brasileira”
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06
out
10

um protesto, um abraço: o "cordão sanitário" da globo


06
out
10

SERRA DESRESPEITOU PELO MENOS QUATRO MANDAMENTOS CRISTÃOS

Das coisas que disseram sobre os fatores que levaram a eleição para o segundo turno está o fato de Serra ter usado o medo religioso levantando falso testemunho, alimentando boatos mentirosos, sobre a presidenciavel Dilma. No entanto, ele é que comete atos desrespeitosos contra os mandamentos cristãos. Abaixo vão alguns, nem publiquei que ele quando ministro foi autor de procedimentos regulatórios para o cometimento de abortos no SUS.

SERRA DESRESPEITOU PELO MENOS QUATRO MANDAMENTOS CRISTÃOS

– Serra desrespeitou o segundo mandamento: “Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus…” Desrespeitou quando disse que agradecia a Deus o fato da eleição ter ido para o segundo turno. O segundo turno só aconteceu por causa dos boatos e das baixarias que Serra disseminou no último mês de campanha. Deus jamais permitiria tais atos, pois eles ferem o oitavo mandamento.

– Serra desrespeitou o sexto mandamento: “Não cometerás adultério”. Serra, se ele próprio não cometeu adultério, aconselhou seu vice na chapa presidencial a cometer adultério, (ter amantes, mas ser discreto).

– Serra desrespeitou também o sétimo mandamento: “Não furar (nem injustamente reter ou danificar os bens dos próximos”. Serra disse que foi ele quem criou o Salário Desemprego e que Foi dele a idéia do remédio Genérico. Mentiu, quis se apropriar de algo alheio.

-Serra, finalmente, também feriu o oitavo mandamento: “Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer modo faltar à verdade ou difamar o próximo). Serra inventou uma série de boatos e mentiras sobre sua adversária, Dilma. Cometeu muitas vezes o ato desrespeitoso desse mandamento cristão.

04
out
10

Onda desinfetante

Onda desinfetante

A contabilização dos votos para o Senado revelou derrotas para alguns dos mais influentes e conhecidos personagens do cenário político nacional. “Figurões” de oposição, tidos como barbada no início da campanha, amargaram derrotas nas urnas por todo o país.
Continue lendo ‘Onda desinfetante’

04
out
10

a luta nunca será fácil

No Paraná fizemos o que pudemos. Tiramos a diferença de Serra sobre Dilma e infelizmente não conseguimos vitória sobre Richa. A luta no Estado será mais difícil. Mas, nós sabemos o que fazer em cada conjuntura. Viveremos um período de resistência. Nós sabemos fazer isso. Já resistimos à ditadura, já resistimos ao período Lerner, etc. Nós saberemos resistir ao período medíocre de Richa.
Lembrem-se de Napoleão III, sobrinho do verdadeiro Napoleâo. Marx, diante da pobreza politica que era Napoleão III, disse que a estátua de pedra de seu tio coraria. Richa é tão medíocre diante do seu pai, que a estátua de bronze que ele vai colocar no Palácio, chorará de vergonha. Ainda assim ele será o governador e nós teremos que organizar a resistência para que ele não destrua nossas políticas públicas.
A história não é linear. Precisamos primeiramente ganhar a eleição com Dilma. Com isso teremos mais forças para impedir que Beto Richa interrompa o avanço do nosso Estado.
Mesmo nos melhore momentos não deixa de haver lutas. Nos piores então…
Camaradas, curem-se das feridas rapidamente que outra batalhas já vem pela frente.
Abraços
Cláuidio Fajardo

02
out
10

obrigado lula, valeu a pena

02
out
10

twitter requião

Determinação do TRE: “Os resultados de pesquisas eleitorais ‘Osmar 53 X Beto 47, Vox Osmar 55 X Beto 45, Ibope Osmar 52 X Beto 48′ não possuem eficácia para fins eleitorais, isto porque nenhuma pesquisa registrada e não impugnada no TRE apresenta estes dados.” Só para reiterar: Esta tuitada efetuada ontem, foi apenas uma projeção…

02
out
10

o brasil precisa reformar a mídia e o judiciario (CF)

1 de outubro de 2010 às 15:08
Emir Sader: “Marina é a falência do movimento ecológico brasileiroContinue lendo ‘o brasil precisa reformar a mídia e o judiciario (CF)’

02
out
10

CHEGAMOS!

CHEGAMOS!

Fizemos o que era preciso ser feito. Nossas lideranças conseguiram articular uma chapa vigorosa para as majoritárias. Os dirigentes intermediários foram à luta com a militância. Costuramos, costuramos e construímos.
O lado de lá fez muitas coisas ruins: mentiu, copiou, censurou, proibiu, prometeu mundos e fundos. Não adiantou.
DOMINGO É DIA DE FESTA CÍVICA. DOMINGO É O GRANDE DIA. NOSSO DESTINO ESTARÁ SENDO ALÍ DECIDIDO.
Esforcemos-nos um pouco mais para poder dar o grande grito de vitória. Para podermos festejar com toda a alegria do destino prometido.
Abraços
CLAUDIO FAJARDO

30
set
10

O JUDICIÁRIO DEMO-TUCANO VIROU UMA CASA DE TOLERÂNCIA

O JUDICIÁRIO DEMO-TUCANO VIROU UMA CASA DE TOLERÂNCIA

Desde o século dezenove se sabe que a luta de classes se reflete em todas as instituições. Somente o formalismo de Nicos Poulantzas evitou enxergar isso, vendo todas as instituições do estado burguês apenas como o aparelho ideológico da burguesia. Em nosso caso o Judiciário é claramente uma instituição burguesa, mas isso não impede de que ele também sofra as injunções da luta de classes. Todavia, ainda assim, para que tenha eficácia em suas ações, para que elas tenham justificativas ideológicas aceitáveis, as decisões do Judiciário devem pelo menos ter a aparência de imparcialidade, de juiz e não de parte. Pois, no judiciário brasileiro (tanto no STF como no Judiciário do Paraná) é difícil justificarem seus “julgamentos” como não golpes de uma parte: golpes de classe sem nenhuma classe.
Não se trata de uma simples hipocrisia, nem de um cinismo descarado, se trata de uma atitude frontalmente desmoralizadora das respectivas instituições.
O STF, pelas relações promíscuas de seu ex-presidente e ministro, Gilmar Mendes (que a Globo insiste em chamar de Gilmar Dantas) com Serra e o Judiciário do Paraná, pelo que acatou dos pedidos de censura de Beto Richa de pesquisas, jornais, blogs e até twitter.
Todos os pedidos de censura do Ibope, Sensus, Vox Populi, e Datafolha foram acatados pelo TRE. Todos, mas agora está liberado um único instituto fictício, Radar. Radar foi liberado para publicar uma pesquisa onde supostamente Beto Richa está na dianteira na preferência das intenções de voto para governador. É FRAUDE DESCARADA.
A luta de classes no Paraná está deixando de lado qualquer aparência de imparcialidade no Judiciário. O Paraná está virando uma Honduras.
O JUDICIÁRIO ESTÁ COONESTANDO UM GOLPE, UMA FRAUDE ELEITORAL.
PARANAENSES VAMOS BARRAR ESSE GOLPE.
PELA LIBERAÇÃO DAS PESQUISAS DE TODOS OS INSTITUTOS!
ABAIXO O GOLPE DA CENSURA E DA FRAUDE!

30
set
10

A INCRÍVEL AVENTURA AUTORITÁRIA DO NOSSO JUDICIÁRIO MANCOMUNADO COM A TURMA DE BETO RICHA E JAIME LERNER

A INCRÍVEL AVENTURA AUTORITÁRIA DO NOSSO JUDICIÁRIO MANCOMUNADO COM A TURMA DE BETO RICHA E JAIME LERNER

Não bastassem as censuras aos institutos de pesquisas, a jornais que divergem da política da coligação de Beto Richa, não bastasse a censura a blogs, agora deu de censurar twitter. até o twitter de Cícero Cattani foi alvo da censura da turma de Beto Richa.
não creio que o absurdo deixe livre qualquer outro meio de comunicação. podemos esperar que eles censurem até as redes, como esta do grupo amigos25.
lembrem-se daquela frase: existe judiciário, existe judiciário ruim, existe judiciário péssimo e existe o judiciário do Paraná.

30
set
10

O “povão” e nova maneira de avaliar os candidatos

Marcos Coimbra: O “povão” e nova maneira de avaliar os candidatos

por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

A premissa da democracia eleitoral, na sua acepção contemporânea, é a liberdade do eleitor para definir seu voto. Cada um faz o que quer com ele. Consulta a consciência, toma sua decisão e a deposita na urna (no Brasil, digita o número de seu escolhido). Uns não são mais livres que outros. Ninguém é obrigado a votar como os demais e nem a selecionar seus preferidos da mesma maneira que os outros.

Não cabe discutir critérios de escolha. Não existe o modo certo de votar e o errado. Algumas pessoas definem seu voto levando em conta elementos que outras desconsideram. É possível que uns pensem ser fundamental algo que outros têm certeza que é irrelevante. Só os muito arrogantes acham que todos deveriam usar o critério deles.

Daqui a três dias, faremos uma eleição presidencial diferente das anteriores. Nela, os eleitores estão sendo convidados a pensar de uma nova maneira: avaliar os candidatos pelo que representam e não pelo que são no plano pessoal.

Nossa cultura política sempre privilegiou a personalidade e as características pessoais dos candidatos como elementos diferenciadores na tomada das decisões de voto. Até hoje, quando se pergunta, nas pesquisas de opinião, o que é mais importante na hora de escolher determinado indivíduo para um cargo (especialmente no Executivo), a maioria dos entrevistados responde sem titubear: “a pessoa do candidato”.

Essa primazia da dimensão individual leva a que as campanhas se transformem em passarelas nas quais os candidatos desfilam, disputando os olhares e as preferências. Qual o mais preparado? Quem fala melhor? Qual o mais “preocupado com os pobres”, o mais “maduro”, o “mais honesto”?

É um modelo de decisão ingênuo e estressante para o eleitor comum. Que certeza pode ter de que consegue enxergar o “íntimo” dos candidatos, seus verdadeiros sentimentos? Como escolher, se todos se metamorfoseiam naquilo que procura? Se todos se exibem de maneira parecida e falam coisas praticamente idênticas (pois todos mandam fazer pesquisas de “posicionamento” e se orientam por elas)? Como separar o joio do trigo, o bom candidato do mau?

Nestas eleições, muita gente ainda pensa dessa maneira, mas há uma nova, posta na mesa pelo principal ator de nosso sistema político. Nela, o foco da escolha deixa de ser o artista e passa a ser a obra.

Por muitas razões, Lula foi levado a apresentar essa proposta ao eleitorado. Talvez porque não tivesse, do seu lado, a opção da candidatura de um “notável”, talvez porque calculasse que teria mais sucesso desse modo, ele terminou propondo uma mudança na lógica da escolha. Ao invés de cotejar biografias e personalidades, que a eleição fosse uma comparação dos resultados obtidos pelos partidos no exercício do poder.

Goste-se ou não de Lula, essa proposta é uma inovação em nossa cultura. Ela oferece uma base racional para a escolha, na qual várias ilusões saem de cena. O mito do “herói solitário”, do “candidato do bem”, capaz de reformar sentimentos e prioridades, é apenas um, mas dos mais importantes. Chegou a eleger um presidente há 20 anos.

A candidatura Dilma foi sempre o inverso disso. Ela convocou as pessoas a considerá-la pelo que representava, não por seus atributos pessoais. Sua mensagem era clara: “Olhe para o que proponho, para quem está comigo, para o que fizemos no governo, de certo e de errado. Faça o mesmo com meu adversário principal. Compare e decida”.

Serra começou a campanha acreditando que os eleitores continuariam a pensar com o modelo de antes, baseado na disputa de biografias. Sua experiência e história bastariam para elegê-lo, se isso ocorresse.

Visivelmente, a hipótese não se confirmou. A vasta maioria do eleitorado até admite que seu currículo é melhor que o de Dilma. Mas pensa em votar levando em conta outros fatores.

Nestes últimos dias, uma nova encarnação da forma antiga de escolher está em voga: a “onda Marina”. Ela tem tudo que conhecemos de algumas candidaturas do passado: a “solidão”, a “sinceridade”, a “boa vontade”. Perguntada sobre como governaria, é franca: com os “bons” dos dois lados. Ou seja, está sozinha.

Só um romantismo quase pueril acreditaria que é possível governar assim. Mas é tão arraigada a fantasia a respeito das “pessoas de bem que mudam o mundo da política” que muita gente, especialmente na classe média metropolitana, se seduz por ela.

O “povão”, mais realista, olha isso tudo com descrença.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

30
set
10

a última bala de prata saiu pela culatra (CF)

O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo navegante.

Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil

Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;

Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;

Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;

Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;

Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;

Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;

Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;

Tudo foi gravado em áudio e vídeo;

A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;

Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;

As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;

A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;

Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;

Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:
29/09/2010 | 00:00 – http://www.claudiohumberto.com.br
Almoço global
A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

01
nov
10

aécio não é tacredo

Tancredo foi fiel a Getúlio Vargas e a Jango. Tancredo fez oposição moderada à ditadura, não a um governo popular. A mídia (PIG) já tenta fazer de Aécio o grande líder de oposição ao governo Dilma. Para isso, exalta sua qualidade de “moderado”, invocando uma herança do avô. É encontradiço um descendente herdar habilidades, valores, crenças dos seus ascendentes. Na política isso também ocorre. Porém, querem fazer da moderação uma habilidade de Aécio para usar na oposiççao, isso seria uma traição a Tancredo. Tancredo era um dos herdeiros de Getúlio, o PSDB é filhote do neoliberalismo, de um direitismo e de um udenismo que se opõe equanto projeto político à história de Tancredo.

31
out
10

A perda de rumo do PSDB

A perda de rumo do PSDB
De luisnassif, dom, 31/10/2010 – 00:44
Por Hudson Luiz Villas Boas
Nassif…Veja, (ou óia) o artigo que Paulo Moreira Leite escreveu na Época dessa semana. Estou sem tempo, mas talvez seja interessante fazer um paralelo (guardando as devidas proporções, é claro) entre o PSDB e o Republican Party. Pois o Partido Republicano estadunidense nasceu sob o estandarte da modernidade e defendendo temas bastante progressistas (ou liberais, como preferem os estadunidenses) para o seu tempo e hoje são referencia para o que há de mais atrasado em termos políticos para o ocidente.

Tucanos no extremo
7:55 | sáb , 30/10/2010
Paulo Moreira Leite
Geral, eleições colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite
Caminhando pelo centro de São Paulo, ontem, assisti a uma manifestação de leitores de José Serra que saiu do Largo São Francisco e chegou a Praça da República. Foi um cortejo com milhares de pessoas. Entre funcionários públicos, o baixo clero e o alto clero da administração do governo paulista, de autarquias e empresas ligadas ao governo, você podia ver aqueles cidadãos comuns que compõem o tucano imaginário que nem sempre se pode avistar.
Depois que o governo Lula atraiu a quase totalidade do movimento sindical para apoiar seu governo, inclusive a Força Sindical, criada com ajuda de empresários paulistas, de Fernando Collor e convênios amigos nos tempos de FHC, o PSDB nunca mais foi capaz de fazer uma mobilização popular, com aquela massa de cidadãos do universo D e E das grandes cidades.
No ato de ontem, estavam cidadãos de classe média, homens e mulheres que se deram ao trabalho de sair de casa numa sexta-feira para participar de um ato político. Pude reconhecer líderes de entidades empresariais, médicos, jornalistas, profissionais liberais, alguns artistas. Algumas pessoas estavam bem vestidas, de chapéu para enfrentar o sol. Em número suficiente para serem notadas no meio do cortejo que atravessava a Barão de Itapetininga a caminho da Praça da Republica, senhoras usavam lenços estampados em volta do pescoço, numa elegancia que se vê também pelas ruas de Higienópolis e dos Jardins.
O ato foi convocado para manifestar apoio a José Serra mas muitos estavam ali basicamente para combater Dilma Rousseff. Essa foi, sem dúvida, a principal bandeira do PSDB na campanha presidencial de 2010. Os tucano se tornaram uma legenda do contra.

Minha avaliação é que Serra não conseguiu exibir um projeto de país ao longo da campanha. Exibiu fragmentos. Mostrou realizações como governador e como ministro. Mas não definiu um retrato, uma mensagem positiva para 140 milhões de pessoas. Fez uma campanha concentrada em sua personalidade, numa comparação de competênciais pessoais, quase técnicas.
FHC compareceu à passeata de ontem mas esteve ausente ao longo da campanha. Essa decisão pode explicar-se pelas pesquisas que demonstram a baixa popularidade do ex-presidente e pelo esforço de Serra em apagar suas diferenças em relação a Lula. Mas deixou Serra sem lastro.

Alguns integrantes do PSDB culpam o marketing. Eu acho ingenuidade. A questão não é de publicidade, mas de linha política. Não consigo imaginar que Luiz Gonzalez pudesse levar ao ar um anúncio de 30 segundos que não fosse a expressão do pensamento de Serra.

Numa ruptura com uma história moderada, de quem era uma típica legenda de centro-esquerda, na campanha presidencial o PSDB se tornou adversário estridente de Lula, Dilma e do PT. Uma das palavras do ato no centro de São Paulo era defender a democracia – uma forma nada sutil de dizer que ela se encontra em risco, o que é um pouco deselegante em pleno processo eleitoral num país que hospeda o mais amplo regime de liberdades de sua história.

Parecia natural, para muitos eleitores com quem conversei, que ali se falasse que o país estava sob ameaça de cair numa ditadura de esquerda ou pelo menos sob um regime autoritário. Referindo-se às críticas do governo Lula à midia, uma professora de Direito chegou a me dizer que durante a campanha Dilma começara um “movimento para fechar os jornais.” Ouvi a reclamação de que a candidata do PT tem “orgulho” por sua participação na resistência armada ao regime militar, em vez de demonstrar “arrependimento” pelo que fez, o que seria muito mais do que um balanço critico do período. Um funcionário de banco reclamou que o vice Indio da Costa foi patrulhado quando falou das ligações do PT com as FARC e sustentou que o fato das duas siglas participarem de um mesmo parque jurássico da esquerda sul-americana (o Forum São Paulo) demonstra tais ligações. Combate-se a discriminalização do aborto com argumentos que colocam convicções sobre o tema acima dos direitos de escolha de cada mulher. Pergunto sobre a importancia da economia e da distribuição de renda na definição do voto. “Aceito que uma pessoa que recebeu benefícios nesta época vote na Dilma. racional,” me dizem. “Mas e o outros? PT e PSDB nasceram em épocas diferentes da nossa história política, mas tiveram uma origem comum nos meios universitários e, em especial, na mobilização democrática que deu fim à ditadura militar. Lula fez campanha para eleger FHC no senado. A sigla tucana quer dizer: “Partido da Social Democracia Brasileira”. Num tempo em que o PT se proclamava socialista e tinha horror a assumir uma visão que em seu vocabulário remetia a pecados como reformismo e adesão a valores do capitalismo, os tucanos eram os baluartes da moderação. Seu universo era a centro-esquerda enquanto o PT era a esquerda. Personalidades como Franco Montoro lhe davam um parentesco com a Democracia Cristã chilena, aliada história do PS naquele país. Em 2010, o partido consumou um processo de quem reescreve a historia, redefine valores, alianças e posturas.Qualquer que seja o resultado das urnas, amanhã, nesta campanha eleitoral o PSDB ficou longe daquela posição centrista que chegou a ocupar na política brasileira desde seu nascimento, entre o PT, na época muito mais à esquerda do que hoje, na vizinhança do PMDB e à esquerda do DEM e do PP. Na evolução dos confrontos e da luta pelo voto na campanha presidencial de 2010, os tucanos assumiram um discurso conservador puro e duro, doutrinário, como nunca se viu em sua história.Em passado pouco distante, o PSDB se apresentava como a representação nacional da “modernidade” — em contraposição ao “atraso” na célebre formulação de Sergio Buarque de Hollanda que se tornou uma espécie de mantra tucano para se opor à esquerda em geral e ao PT em particular, embora o pai da idéia tenha assinado o manifesto de fundação petista. Desse ponto de vista, o PSDB seria expressão de uma cultura cosmopolita e tolerante, respeito pelas diferenças, favorável às liberdades do indivíduo e de sua autonomia para tomar decisões, fazer opções e organizar a vida. O ponto de partida dessa visão de mundo é emancipar a pessoa de imposições que falam em nome do coletivo, da sociedade e do Estado.

Em 2010 o partido agarrou-se ao extremismo católico e evangélico para buscar votos numa postura de quem dispensa a separação entre Igreja e Estado. Serra encerrou seu programa eleitoral com imagens de Bento XVI, representante da facção mais retrógrada da Igreja. Bispos veteranos como dom Angélico Sandalo Bernardino, aliado fidelíssimo de Mario Covas em outros tempos, protetor de mobilizações operárias quando os sindicatos eram perseguidos, porta-voz da fatia mais popular da Igreja, pedia votos para Dilma Rousseff.

Num partido que foi berço de boa parte das lutas pelos direitos da mulher, a campanha tucana abrigou e estimulou um debate em torno do aborto que foi muito além de um confronto politico, com a criação de um ambiente de inquisição em que a adversária deveria “confessar” maus pensamentos ou arder nas chamas da intolerância. A partir daquele episódio que a crônica da campanha registrará como “o caso da bolinha de papel ” o PSDB tentou convencer o eleitorado de que o adversário é uma sigla intolerante e adepta de métodos violentos. Em poucos dias, o assunto inspirou uma competição de vídeos anti-Serra pela internet.

Criticada por esconder as bandeiras do partido e fugir de sua história, evitando aparições do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que provocaram queixas gerais no partido, a campanha de José Serra chegou ao fim da corrida eleitoral com um perfil bem diferente daquilo que o candidato exibiu na maior parte de sua carreira e também no início da campanha, quando se apresentava — um típico muro tucano, poderia observar um adversário — como uma espécie de continuação heteredoxa do governo Lula. Entrevistei a atriz Fernanda Montenegro numa festa de lançamento da novela Passione, ainda no primeiro turno. Perguntada sobre a eleição, ela deu uma resposta que resumia a visão de muitas pessoas naquele momento: se disse muito feliz porque o Brasil poderia optar por três candidaturas de esquerda. (Marina Silva era a terceir integrante do grupo).

Essa mudança é a questão que irá acompanhar o PSDB em seu futuro próximo e distante. Os tucanos fizeram campanhas diferentes no plano estadual e federal. Na campanha de Geraldo Alckmin, avalia-se que a campanha presidencial poderia ter obtido resultados melhores se não tivesse sido tão extremista. Critica-se a insistência em levantar a questão do aborto, assunto que muitos eleitores, mesmo religiosos, preferem nem comentar em suas vidas privadas — muito menos na campanha. Ouve-se, também, condenações aos ataques mais duros ao governo Lula, como no caso da bolinha de papel. Estas diferenças não são novas e não terão importancia até a contagem de votos, amanhã à noite. Os rumos desse debate serão definidos, obviamente, pelo resultado da campanha presidencial.

28
out
10

O país velho e conservador que emerge da campanha

O país velho e conservador que emerge da campanha

Reproduzido de Luis Nassif Online

Enviado por luisnassif, qui, 28/10/2010 – 07:58

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Uma eleição para não ser esquecida | Valor Online

Maria Inês Nassif |

O novo presidente será conhecido já no domingo, tão logo contabilizados os votos das urnas eletrônicas. O novo Brasil político, no entanto, descortinou-se durante a campanha, é velho e conservador e merecerá certamente a atenção de especialistas depois do pleito. Os partidos, em especial os de oposição, conseguiram extrair da sociedade os seus mais primitivos preconceitos, por meio de uma agenda conservadora e religiosa. Qualquer que seja o resultado da eleição – e até esse momento não existem divergências entre as pesquisas dos institutos sobre o favoritismo da candidata Dilma Rousseff (PT) – o eleito terá de lidar com uma agenda de políticas públicas da qual foram eliminadas importantes conquistas para a sociedade como um todo, e na qual o elemento religioso passou a ser um limitador da ação do Estado.

A ação da igreja conservadora e de setores do pentecostalismo contra Dilma, por conta de sua posição sobre o aborto, é o exemplo mais gritante. No Brasil, a cada dois dias morre uma mulher em conseqüência de um aborto clandestino. A legislação brasileira ao menos conseguiu trazer mulheres que correm risco de vida em decorrência de um aborto que já foi malfeito para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e garante que a rede pública faça com segurança os abortos aceitos legalmente – os de vítimas de estupro ou quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher. Como assunto de saúde pública, o aborto não poderia ter ocupado o centro dos debates. Isso é uma questão de Estado. Como convicção moral, a mudança na legislação está na órbita do Congresso – e esses setores elegeram seus representantes. O debate eleitoral sobre o aborto, numa eleição para a Presidência, foi a instrumentalização política de um dogma – pelo menos dos setores religiosos conservadores – e excluiu do debate a maior interessada, a mulher. A eleição conseguiu retroceder décadas esse debate. O movimento feminista não agradece.

Campanha trouxe à tona preconceitos que pareciam abolidos

O país que se redemocratizou há um quarto de século e há 22 anos conseguiu entender-se em torno de uma Constituinte cujo produto final foi avançado politicamente, manteve uma reverência envergonhada aos atores políticos mais importantes do regime anterior – dos militares à Igreja conservadora – e um medo subjetivo de se contrapor de fato ao passado. Sem lidar com os seus fantasmas, tem reincorporado vários deles à vida política. É inadmissível que num país que viveu 21 anos sob o tacão militar, por exemplo, setores da sociedade (e os próprios militares) tenham reagido de forma tão desproporcional ao III Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), ou rejeitem de forma tão violenta o acerto com esse passado. Ao longo dos anos de democracia, determinados setores sociais passaram a reincorporar valores que pareciam ter sido abolidos do manual de como fazer política. Ao longo desses 25 anos que nos separam do último ditador militar, a direita, que se envergonhara no final da ditadura, lentamente desenterrou os velhos fantasmas e refez os preconceitos. Aliás, não apenas a velha direita. Uma nova direita, que se formou com atores que vinham também da resistência democrática, aceitou o caminho do conservadorismo ideológico para reaglutinar uma elite que ficou sem norte, e para a qual a emergência de grandes parcelas da população que estavam na base da estrutura social à classe média assusta – até porque a elite brasileira não tem historicamente experiência com realidades onde a disparidade de renda é menor e onde o aumento da escolaridade transforma pobres em cidadãos, e não em votos a serem manipulados.

Dentre todos os setores que atravessaram da esquerda para a direita nessas últimas duas décadas, o PSDB foi o que perdeu mais. Formado com um ideário social-democrático, mas sem experiência de articulação de política partidária e sem vocação para liderança de massas, chegou ao poder junto com o neoliberalismo tardio brasileiro, assimilou valores conservadores, incorporou-os ao seu tecido orgânico e sobreviveu, enquanto mantinha o governo federal, com a ajuda da política tradicional (e conservadora). Na oposição, não conseguiu voltar ao leito social-democrata. Deixou-se empurrar para a direita pelo PT, quando o presidente Luis Inácio Lula da Silva assumiu o seu primeiro mandato, e se aproximou tanto do PFL que as divergências entre ambos se diluíram ao longo do tempo, ao ponto de canibalizarem votos uns dos outros. Incorporou o discurso neoudenista, transformou-se num partido de vida meramente parlamentar, não reorganizou o partido para formar militância. O PSDB, hoje, é um partido que aparece como tal para apenas disputar eleições.

Isso é péssimo. O primeiro turno já compôs o Legislativo federal. O PT saiu das eleições mais forte. O PMDB, que é o partido que todos falam mal, mas do qual nenhum governo consegue se livrar, continua forte com a sua fórmula de funcionar como uma federação de partidos regionais e tende a incorporar o DEM, ex-PFL, e ficará mais forte ainda. Os demais, inclusive o PSDB, serão partidos médios – com a diferença que o PSB, por exemplo, é um partido médio em crescimento, e o PSDB terá que se reinventar para voltar a crescer, se não voltar a ser governo. O PT se acomodou no espaço da social democracia e o PMDB permanece no centro, se é possível atribuir a esse partido uma posição ideológica que não seja a da fisiologia. O espaço que o PSDB tem para se reinventar fora da direita é mínimo. O DEM e o PSDB deram muito trabalho ao presidente Lula, em oito anos de governo, mas carregaram no jogo neoudenista e se desgastaram demais. Além disso, a hegemonia paulista no PSDB permanece, o que obstrui caminhos de líderes não paulistas que poderiam reduzir o desgaste neste momento, como Aécio Neves (MG).

Não é arriscado apostar na emergência de um novo partido de oposição. O PSDB precisaria de lideranças muito hábeis para se reinventar, e de uma solidariedade e organicidade que nunca cultivou. E precisaria enterrar de vez os preconceitos e preceitos conservadores que têm desenterrado a cada nova eleição. Enfim, empurrar-se de novo para uma posição de centro. O passado do partido, todavia, não recomenda que se trabalhe com essa hipótese.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras